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sábado, 23 de agosto de 2014

Para nunca mais esquecer...


Eu cai d'um comboio de cordas,
Desenfreado, frio, traiçoeiro…
Em alguma estrela distante, deixei um olhar…e um sorriso
Vagando por jardins ocultos, colhi ervas daninhas e espinhos
Engano meu…eles estavam entre as flores
Não percebi…
Quanto perdi de mim?
Quando?
Não sei ao certo quantas gotas de sal verti
Nem mesmo os olhos tem a resposta
Mas não importa…
O caminho de casa tem a distância de um pensamento
Estou de volta!
Para nunca mais esquecer!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Caminhada




Ainda tenho o peito aberto, vivo, vermelho…
Não sou exatamente o que deveria, mas quem é?
Venho de uma mistura do que a vida me deu… e me tirou.
Um pouco amarga, talvez, mas levo no rosto o mesmo sorriso, o de sempre…
É preciso lavar a alma…e a minha é leve, como a criança que sou
Posso caminhar sobre as águas, pois tenho quem me segure…
Meu pai é o vento, o sol, as estrelas…
Minha mãe é a terra, um olhar sereno pela manhã
Não preciso de muito, tenho o Tempo…meu amigo de longa data
E tenho minhas palavras, que escorrem quando o peito transborda…
Luz do meu caminho…vida…
Em cada pedaço  do  infinito encontro a mesma força…
A que emana de Deus…surge
Amo sem saber a quem
Sou amada pela terra que me suporta e pelo céu que me abriga
Não preciso de muito
O universo é minha casa
Sou nele, todos são em mim!
Namastê!

terça-feira, 11 de março de 2014

Tempo Pra Mim...


Hoje me deu uma coisa parecida com tristeza, mas acho que não é bem isso. Deu vontade de terminar aquele texto, de terminar aquele trabalho, de aprender a tocar aquela música... deu vontade até de arrumar o quarto, mas esses desejos ficaram pelo caminho. Deu vontade de ligar, mas achei melhor deixar pra mais tarde. 

Essa sombra calou meus pensamentos, minha voz, paralisou meus dedos. O que fazer? Esse peso que me achata tem nome, mas não tem rosto. É uma voz sempre a me lembrar que eu posso ser grande, mas que me diminui lentamente. Será que eu posso te oferecer minha mão? Será que minha opinião faz diferença. Será que ainda posso te segurar nos braços? Não sei, mas seja como for, ainda estou aqui. 

Maldita tristeza repentina represada dentro da garganta! Maldito tempo que não passa... e malditos caminhos que não se cruzam. Não vou destruir sonhos com palavras secas nem chatear ninguém com pequenos problemas. Nada pode ser maior... e não há nada que não possa passar. Mas mesmo se não passar, ainda estarei aqui.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Amores vãos...


Amores vem
Amores vão
Eternos como o pôr do Sol...
Dissolvidos num mar de cores
São flores jogadas ao léu
Corações atirados ao chão

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Falando Sobre Vento...



O Amor é livre como um pássaro na janela
Não sabe se entra, não sabe se foge...
Mas observa passivamente todas as coisas,
com a calma que a eternidade lhe deu.

É um Anjo!

...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Todas as Coisas...


Você tem o poder de uma chuva fria. Vai escorrendo pelo corpo, lavando o cansaço. Quase me esqueço da nuvem prateada que nos separa. Como anjos sem asas, seguimos um caminho longo, cheio de curvas sinuosas. São tantos perfumes e aromas... Em quais esquinas nossos olhares se cruzam? É o peso dos olhos...das mãos... Um calor insano que procura uma solução para essa urgência. É tanta coisa num instante só... É saudade de não sei o que! Como uma palavra que se perdeu em alguma boca... e não pode mais ser dita. Sentido... busco nexo para esse emaranhado de ideias como criança se lança ao colo da mãe. Não poderia suportar, não deveria poder...mas acho que posso. Essa inconstância me assusta! Incoerência de poderes e forças. Poderia deixar tudo se quisesse, mas será que quero? Só o tempo vai responder...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sorrisos, viagens e um pouco de chá...


Andei pensando...e acho que não sirvo mesmo para essas coisas de sentimento. É tudo tão vago e distante da realidade que nem parece real. Na maioria das vezes, não é real mesmo... Mas a gente se esforça para sustentar os sonhos e se agarra a qualquer sorriso como se fosse o último. 

Esse turbilhão frenético de lágrimas e flores deve ser uma forma simples de desenhar o amor. Digo desenhar porque figuras abrigam o infinito, variando sempre aos olhos de quem vê. Palavras não cabem nesse contexto. São limitadas e não suportam mais do que pode ser suposto em suas entrelinhas. Escrever sobre essas maluquices é assustador. Dá um gosto de qualquer coisa doce na garganta. Faz pensar que o mundo é uma aquarela louca de pessoas em sociedades alternativas.

O amor deve ser mesmo uma viagem alucinante que vicia ao primeiro contato. Algo lindo, etéreo, surreal e perfeito. Mas e quando a realidade invade a fantasia? Bom, é um risco, acontece. O que vale é a bagagem que se leva. Acho que os sorrisos são mais leves que as lágrimas, por isso as deixo para trás. Ter um coração leve faz de mim o que sou: uma sonhadora em seu mundo particular. Mas no meu mundo natureba e alternativo, o único vício permitido no momento é o consumo exagerado de chás. Que o amor é lindo, não tenho dúvidas. É até mesmo alucinógeno e viciante...mas o chá também tem suas vantagens e é muito mais seguro...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Só saudade...


Acordei com gosto de saudade na garganta. Aquela que consome nas horas em que o Tempo se distrái. Fiquei assim, cheia de lembranças dos dias que não voltam, rodeada de sorrisos que já dei...e recebi. Tive medo daquele marasmo sufocante tomar conta de mim. Precisava respirar... Vejo quadros na parede. Olhos de papel impregnados de algo que não se apaga com os anos... Sempre os mesmos olhos, julgando e protegendo. Era tudo melancolia... Pequenas porções de vazio escorrem por entre os dedos. Pequenas porções de tristeza, salpicadas nos lençóis azuis. Seria o céu, não fossem as grades vermelhas. Liberdade falsa, felicidade ocre, sorriso amargo. Gosto de saudade... Sempre o mesmo gosto de saudade. Nunca tem fim.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mareando...


Hoje o dia fluiu devagar, como se quisesse escapar do próprio tempo. Acudi alguns rostos que se afogavam no meu mar de lembranças. Tormentos e tempestades castigavam a praia de areias mornas, pálidas. Na cabeça, um turbilhão de palavras que não ouso escrever. Quem ousaria? Noite fria. Momentos enraizados num lugar distante. Meus sonhos naufragam e com eles meu sono. Olhos calmos, cansados, marejados. Na maré baixa eu sigo recolhendo estrelas espalhadas pelo chão. O rio que salta dos olhos embala o mar como uma mãe acolhe o filho. Cantigas de ninar ecoam no horizonte. Ou seriam cantigas de saudade? Nem o mar pode dizer.

domingo, 21 de junho de 2009

É preciso...


Entender demais é um defeito. É preciso ter maldade para se preservar. É preciso se manter além da compreensão. É preciso ouvir aqueles que nos amam. E as vezes ouvir os que não nos amam tanto assim. É preciso também ouvir a si mesmo e até ter a ousadia de seguir os próprios conselhos. Se eles falharem, o julgamento será interno, nada mais. É preciso ter força, principalmente quando o coração pede coisas que a razão não pode dar. É preciso ter coragem para não voltar atrás depois de uma decisão tomada. Não se brinca com sonhos... que dirá com sentimentos. É preciso firmeza diante da vida, mais ainda diante das pessoas. Medos são atrasos. Receios são dispensáveis. Sonhos são possíveis, se forem buscados com os pés no chão. É preciso ter fome. Fome de viver, de lutar, de prosseguir. E mesmo quando ocorrem quedas, é preciso ter fome de vencer. É preciso ter coração limpo... É preciso que algo maior, além de todos nós, limpe-nos o coração e a alma. E que este mesmo Ser nos recolha a alma quando for chegada a hora. Porque é preciso ter fé. Uma existência sem fé é um salto no vazio... É preciso ter amor, não só pelos outros mas também por si mesmo. Amor direcionado gera possessão, doença. É preciso mudar, um pouco por dia. Mudanças trazem um ar dinâmico à vida. Nada sobrevive estagnado no tempo. É preciso ter tempo... tempo para viver cada coisa da melhor forma possível. E se não for possível, é preciso tentar... O sucesso não é algo que se compra numa loja de doces. A felicidade também não. Mas ambos são possíveis. Há quem diga que eu nunca fui feliz. Eu digo que não me conhecem... Sou feita daquilo que busco e isso me faz grande. Grande demais para caber num sorriso. As pessoas são apenas metade do que mostram. A outra metade é feita do que sentem... E o que eu sinto... deixa pra lá, não ia caber aqui mesmo...


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"Non je ne regrette rien..."