quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Verão



Hoje o dia é de sol e de ser. Preciso do mar, do sal no corpo, da areia quente...preciso dançar e lavar a alma à cerveja! Preciso de rua! Sou toda rua... Hoje nada me atinge! Acordei intocável e embora meu telhado seja de vidro, enfim, aprendi a me desviar das pedras.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Um amigo é um tesouro


Aprendi que uma grande perda nunca vem sozinha. Sempre se perde algo no caminho... Aprendi que as verdadeiras amizades surgem nessas horas tristes... e aprendi que existem amigas que estão além da amizade: são as amigas irmãs. Com elas, você pode atravessar a cidade para tomar apenas duas cervejas... pode rir até chorar enquanto conta as moedinhas em cima da mesa... conta casos, conta tristezas. Uma amiga especial, que não se importa em beber com você, mesmo se estiver tomando antibióticos e analgésicos por causa de um dente operado. Tenho uma amiga que não cabe em si de tanto amor. É uma dedicação de anos. Uma amiga forte, que está sempre por perto, embora eu esteja, as vezes, muito longe. Tenho uma amiga que é um anjo... que ri, sofre, chora...ama. Uma amiga que será para sempre minha, não importam as circunstâncias. E eu sou dela. Uma companheira para todas as horas...todos os momentos. Adoro saír por aí com essa amiga e me divertir com as loucuras dela. Adoro nossas estórias...e adoro cada minutinho com essa pessoa tão especial! Amiga, você é um pilar na minha vida! Te amo de uma forma que não me cabe no peito! Obrigada por tudo, Camila!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Soneto de Infidelidade


De tudo o que restou serei atento
Mas nem sempre, nem com zelo ou encanto
De modo que suporte sem maiores danos
O fim trágico dos meus sentimentos

Já não resta muito tempo
Pois me envolvi numa teia de enganos
Forcei sorrisos e derramei prantos
Mais por pesar que contentamento

E assim, de alma despida
Ansiando pelo fim, inevitável e doloroso
Me agarro num recomeço, duvidoso mas confortante

Desejando que esse amor (odioso):
Se acabe na paz de um instante
E me dê liberdade por toda a vida.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

E se...


"Sempre precisei de um pouco de atenção... Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto".
(Renato Russo)

Quando era criança, pensava o tempo todo em como eu seria alguns anos mais velha. Teria mais amigos, mais dinheiro, mais amores, mais tudo... Imaginava que seria mais bonita, mais esperta, mais feliz. O tempo foi passando e eu acabei por perceber que gastei muita energia idealizando e quase não tinha feito nada por mim. Não que eu não me orgulhe do que eu sou... até que me dou bem comigo, quem me conhece sabe. O problema é quando bate aquela perguntinha: e se eu tivesse me esforçado mais? A verdade é que dói não saber. Sinto que dei muitas voltas, perdi tempo, me frustrei...mas também ganhei experiência...e mesmo se não tivesse ganho, ainda teria lucro. Me fiz forte quando não sabia como continuar. É claro que não consegui sozinha. Tive ao meu lado pessoas valiosas que me deram as melhores e as piores palavras. Sabe, acho que foi bom! Cresci como pessoa. Talvez eu seja uma eterna carente, dessas que se dissolvem quando ganham aquele colinho "básico". Bom, que seja! Carente ou não, sou feliz...e também sei levar felicidade...o que me torna uma pessoa ainda mais feliz! Nossa, ainda não tinha pensado por esse lado. Mas faz sentido. A felicidade se esconde nos pequenos atos. Se esconde inclusive num sorriso ou num beijo carregado de saudade. Acho que estou aprendendo a lidar com as coisas simples. Sinto inclusive que já dou mais valor a elas. Daqui a pouco, posso começar a lição mais complicada: Intensidade! Intensidade em tudo! Intensidade escorrendo pelos olhos! E dessa forma, sei que vou de fato aproveitar cada gota de cada momento, mesmo que essas gotas sejam lágrimas minhas. Fazer o que? Acontece...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Perdida...




As vezes me sinto só, mas é uma solidão passageira. Como se eu tivesse a eternidade nas mãos, mas não fizesse questão dela. É ridículo! Essa sensação angustiante de quem viveu séculos de isolamento. Meus míseros 20 anos tem o peso da História. Uma longa caminhada que eu não conheço bem. Coisa esquisita é não conhecer as próprias trilhas, mas tudo bem, melhor assim. A dúvida deixa tudo mais interessante, enquanto a certeza  é um ponto final. Não gosto de pontos finais. Prefiro as reticências. Elas sempre abrem espaço para algo mais além. Algo que pode ou não ser dito, mas que tem toda liberdade de ser...